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Medicamentos para hipertensão

Medicamentos para hipertensão

A hipertensão e suas complicações são, também, responsáveis por um grande número de hospitalizações, a um custo alto para o sistema de saúde.

Além dos custos diretos com o tratamento dos doentes, a perda de produção decorrente da morbidade e da mortalidade por hipertensão gera um custo econômico importante para a sociedade. A hipertensão é uma das principais causas de aposentadoria por invalidez e de incapacidade temporária.

Tratamentos não medicamentosos e alterações do estilo de vida têm sido recomendados para o controle da pressão arterial e outras doenças crônicas: abandono do tabagismo, controle do peso, redução do consumo de bebidas alcoólicas, exercício físico, redução da ingestão de sal. Alguns autores, entretanto, questionam a eficácia das intervenções educativas na mudança dos estilos de vida e, conseqüentemente, na prevalência dos fatores de risco das doenças crônicas. O que se observa é que, muitas vezes, torna-se necessário o tratamento do paciente portador de hipertensão arterial com medicamentos anti-hipertensivos. Muitos estudos de intervenção têm demonstrado que a terapia anti-hipertensiva reduz a morbidade e a mortalidade por doenças cardiovasculares, inclusive em pacientes idosos com hipertensão sistólica isolada.

Os medicamentos para hipertensão são divididos em seis classes principais: diuréticos, inibidores adrenérgicos, vasodilatadores diretos, inibidores da enzima conversora da angiotensina (ECA), bloqueadores dos canais de cálcio e antagonistas do receptor AT da angiotensina II (AII). A combinação de fármacos é freqüentemente utilizada, já que a monoterapia inicial é eficaz em apenas 40 a 50% dos casos.

Resultados de um grande estudo norte-americano de intervenção15, no qual mais de 30.000 pacientes foram acompanhados, em média, por 4,9 anos, mostram que os diuréticos tiazídicos, além de mais baratos, são mais eficazes na prevenção de um ou mais episódios de doença cardiovascular do que os inibidores da ECA ou os bloqueadores dos canais de cálcio em pacientes hipertensos. Os autores chegam a recomendar que essa classe de medicamentos seja utilizada como primeira escolha no tratamento da hipertensão.

Ana Maria Aratangy Pluciennik

Divisão de Doenças Crônicas não Transmissíveis – CVE

Centro de Vigilância Epidemiológica “ Professor Alexandre Vranjac”

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